Levantamento do Instituto Trata Brasil mostra que a capital está entre os 20 piores municípios do país em saneamento e tem baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto.
Problema se repete em vários bairros
Na Travessa Antônio Rêgo, no Conjunto Basa, no São Francisco, um vendedor ambulante sofre com o mau cheiro provocado pelo esgoto estourado. No local, ele precisa alertar principalmente estudantes e idosos para que tenham cuidado ao passar pela via e não escorreguem por causa da água suja acumulada.
Prejudica o colégio, prejudica a minha venda, por conta do fedor, prejudica também as senhoras, fica arriscado cair, tem que avisar para passar por fora”, relatou o autônomo Fernando Silva, em entrevista à TV Mirante.
A falta de saneamento básico e os problemas na rede de esgoto se repetem em outros pontos de São Luís. No São Francisco, moradores afirmam que tentam há cerca de dois meses resolver um vazamento na esquina da Travessa 7 com a Rua 9.
No Monte Castelo, o esgoto escorre por toda a Rua Castro Alves. Parte da água suja fica acumulada em frente ao Centro de Hemodiálise São Luís, unidade que recebe pacientes da Região Metropolitana e do interior do Maranhão.
Capital aparece entre as piores do país
No Ranking do Saneamento 2026, São Luís ocupa a 90ª posição entre os 100 maiores municípios brasileiros e aparece no grupo dos 20 piores colocados do país.
Os dados mostram que o atendimento total de água na capital é de 89,23%. Já o atendimento total de esgoto chega a 41,85%, enquanto o índice de tratamento total do esgoto é de 15,78%.
O levantamento também aponta investimento médio de R$ 18,17 por habitante em saneamento.
Dados ajudam a explicar queixas da população
Os indicadores ajudam a explicar reclamações frequentes de moradores sobre vazamentos e esgoto a céu aberto em diferentes regiões da cidade.
Além do mau cheiro, o problema aumenta o risco de quedas e reforça a preocupação com a saúde pública, inclusive em áreas próximas a unidades de atendimento.
O estudo foi elaborado com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (Sinisa) de 2024.


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