Com o tema “Paixão que inclui, Arte que acolhe”, Via Sacra desse ano traz debate sobre a superação de preconceitos para uma sociedade mais igual.
A Via Sacra de 2025 reuniu toda a comunidade de São Luís para ver o calvário de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação/Grupo Grita)
SÃO LUÍS- A tradicional Via Sacra do Anjo da Guarda ganha um novo significado em 2026 e promete ir além da encenação religiosa. Na próxima quinta-feira (2) e na sexta-feira (3), o bairro do Anjo da Guarda, em São Luís, recebe uma das maiores manifestações de teatro de rua do estado com uma proposta que mistura fé, arte e reflexão social.
Realizado pelo Grupo GRITA, o espetáculo deste ano traz o tema “Paixão que inclui, Arte que acolhe” e propõe um olhar contemporâneo sobre o Calvário. A ideia é transformar o percurso em um manifesto contra o racismo, as desigualdades sociais e o apagamento histórico, usando a linguagem teatral como ferramenta de diálogo e inclusão.
Com início sempre às 18h, a encenação percorre as principais ruas do Anjo da Guarda e aposta em um formato acessível e gratuito, convidando públicos de todas as idades.
Preparação da Via Sacra demora cerca de quatro meses
O Grupo Grita sempre começa a se preparar para a Via Sacra no final do ano anterior e os trabalhos vão até o mês de abril, poucos dias antes do espetáculo final. As primeiras ações são voltadas para o estudo da história de Jesus Cristo, e quando fevereiro começa é hora de pensar nos cenários e no roteiro da peça, que precisa ser mudado todos os anos para se adequar ao tema escolhido.
Segundo a organização, geralmente as cenas de abertura, mulheres de Jerusalém e anjo da anunciação são mudadas de acordo com o contexto.
Mil figurinos serão usados durante a Via Sacra
Em 2026, a produção vai utilizar cerca de 16 mil metros de tecido para a construção de mais de mil figurinos, tanto para os figurante quanto para os atores principais, enfatizando o tamanho do espetáculo.
Mais do que tradição, a Via Sacra 2026 tem um tom provocativo e atual, mostrando que a cultura popular pode ser, ao mesmo tempo, celebração, acolhimento e espaço para repensar a sociedade.


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